E você achava que os Crocs, aqueles sapatos de borracha, largos, cheios de furinhos, eram bizarros? Confira essa lista incrível e decida se você teria coragem de calçar alguma dessas “obras de arte”:

1 - Padukas (Índia)

Essa moda indiana pegou no Brasil. Vemos por aí várias rasteirinhas com o modelo inspirado em uma Paduka. Na Índia é o mais velho modelo de sapato conhecido. Eles não são mais do que uma sola com uma espécie de “maçaneta” situada entre os dois primeiros dedos do pé. A maçaneta poder ser feita de inúmeros materiais – desde madeira até marfim ou prata. Algumas pessoas usam uma versão do calçado feita especialmente para o masoquismo, que teria espinhos na maçaneta. A dor, depois de um tempo, faria com que o organismo liberasse substâncias relaxantes, que aumentariam o prazer sexual.

2 - Okobo (Japão)

Bem antes dos anos 70, mais precisamente no século XVIII, as Maiko, as aprendizes das Gueixas, já usavam plataformas. Os Okobo poderiam vir em forma de sandália (como na foto) ou como tamancos. O motivo pelo qual as moças usavam esses sapatos não era pura vaidade – quando você está usando um quimono que vale uma fortuna, você não quer sujá-lo de lama quando anda fora de casa. A sola do Okobo é feita de madeira, caso você esteja se perguntando, mas não madeira maciça (para a sorte das gueixas). Ele tem um furo no meio, que produz um som muito distinto enquanto alguém caminha – na verdade o nome “okobo” é uma onomatopéia que imita o barulho característico. O salto mede, normalmente, 15 centímetros.

3 - Kabkabs (Líbano)

Esses chinelos altíssimos de madeira foram, na Idade Média, a solução que as mulheres encontraram de proteger seus pés e suas roupas da sujeira das ruas. Os calçados das mais ricas eram decorados com madrepérola ou prata. O nome, kabkab, como no caso do okobo, também é uma onomatopéia, que derivava do som dos calçados no chão de mármore dos palácios. Em ocasiões especiais, como em casamentos, os calçados eram inteiros decorados com prata e outros ornamentos – e eram especialmente usados para que as noivas, normalmente muito novas, parecessem mais altas. Socialmente, eles eram usados apenas por mulheres, mas em casas de banhos os homens também usavam modelos mais simples, sem nenhum enfeite.

4 - Sapatos nupciais de madeira (França)

Não, não são pequenos barquinhos vikings. Eles surgiram no distrito de Ariege no século IX. Antes do casamento, o costume era que o noivo fizesse o sapato para sua futura esposa. Quanto mais alta era a ponta, maior era o amor dele por ela. Conta a lenda que as mulheres da vila foram seqüestradas por mouros. Os homens conseguiram resgatá-las e depois furaram os corações dos invasores com a ponta dos seus sapatos. Tendo isso em vista, você deixaria sua noiva usar uma coisa dessas?

5 - Salto alto para homens (Europa)

Em 1700 a moda disse que os homens deveriam ter pernas bonitas e fortes, que acompanhassem as calças curtas e bufantes e as meias justas. Então eles quiseram um sapato que os fizesse parecer mais atléticos ao mesmo tempo em que complementasse seu look – surgiram os saltos masculinos. Boa parte dessa moda foi difundida pelo rei Luis XIV, que, até hoje, dá nome à tendência.

Adaptado de ListVerse

1 comentários:

  1. Fala sério, aquele sapato nupcial, ninguém merece, hehe, que coisa horrível....pra noiva...

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