Em muitos países a maconha é legal, como na Holanda, e cada vez mais países estão a desenvolver processos de legalização da maconha para fins recreativos ou medicinais.

Ainda assim, a legalização da maconha permanece um assunto controverso e os mitos e equívocos sobre a maconha são comuns. Aqui estão alguns fatos rápidos e simples sobre a planta psicoativa.

1 - Crescente aceitação

Nos últimos 40 anos, a maconha tem vindo a tornar-se cada vez mais aceite em todo o mundo. Por exemplo nos Estados Unidos, apenas 12 por cento das pessoas eram a favor da legalização da substância em 1969, tendo essa percentagem subido para 58 por cento a partir de 2013.

Esse número é maior do que o recorde anterior de 50 por cento de apoio para a legalização, que se verificava em 2011. Sessenta e cinco por cento dos democratas apoia a legalização, assim como 35 por cento dos republicanos e 62 por cento dos Independentes.

2 - Melhor do que álcool?

Os defensores da legalização da maconha argumentam a sua relativa segurança em relação ao álcool, que está prontamente disponível e é legal. De fato, a maconha é certamente menos perigosa do que a bebida alcoólica, pelo menos a nível imediato.

Beber muito álcool pode desligar áreas do cérebro que mantêm o coração a bater e os pulmões a respirar. A maconha não apresenta tal risco de overdose fatal. No entanto, isso não quer dizer que a intoxicação por maconha seja sempre inofensiva.

A 11 de Março de 2014, um estudante universitário do Wyoming a visitar Denver pulou para a morte depois de comer mais de seis vezes a dose recomendada de um cookie com infusão de maconha e aparentemente apresentava alucinações.

O relatório do médico legista listava a intoxicação por maconha como um fator precipitante na morte do jovem de 19 anos. Os efeitos na saúde de uso crónico da maconha são menos claros. Um estudo de 2012 publicado no Journal of the American Medical Association descobriu que o uso ocasional não diminui a função pulmonar.

Mas pesquisas anteriores associaram o uso de maconha a câncer de testículos em homens jovens, assim como a mudanças no cérebro que podem contribuir para problemas de memória e distúrbios de ansiedade.

3 - Provoca loucura?

Uma das maiores controvérsias sobre a maconha é se ela contribui para a doença mental. A pesquisa sugere que o uso elevado de maconha pode levar a psicose e pode piorar a psicose em pessoas que já têm sintomas.

Uma pesquisa publicada em 2012 na revista Archives of General Psychiatry considera que o principal ingrediente psicoativo na maconha, tetrahidrocanabinol (THC), provoca alterações cerebrais em áreas que estudos anteriores ligaram à psicose.

Por outro lado, um outro composto da maconha, o canabidiol, parece realmente diminuir os processos cerebrais psicóticos, de acordo com o mesmo estudo. A idade em que uma pessoa começa a fumar maconha pode influenciar o risco do indivíduo ter efeitos colaterais psicóticos.

Um estudo na Nova Zelândia publicado em 2002 no British Medical Journal encontrou mais sintomas psicóticos em pessoas que consumiam maconha nas idades de 15 a 18 do que naqueles que esperaram mais tempo para experimentar a droga.

4 - Proibir uma planta

O caminho para a maconha ilegal nos Estados Unidos começou em 1906, quando o Congresso aprovou o Pure Food and Drug Act. Esta foi a primeira grande legislação a definir normas sobre alimentos e rotulagem de medicamentos e estabelecimento de normas de pureza.

Ao longo dos anos que se seguiram, os estados endureceu as leis contra as drogas de "habituação", geralmente incluindo a maconha. Nessa altura, deixaram de ser drogas disponíveis gratuitamente em salões e farmácias de todo o país.

O processo de restringir a maconha continuou tanto pelo governo federal como estadual. Em 1970, o Congresso aprovou a Lei de Substâncias Controladas, que lista a maconha como uma droga de Classe I, ao lado da heroína, LSD, ecstasy e outras substâncias que alteram a mente.

5 - Origem da maconha

A maconha provavelmente vem da Ásia Central, de acordo com o livro "Cannabis: A History" (Macmillan , 2005). O registo escrito mais antigo da maconha remonta a 2727 AC. A referência original, num livro medicinal chamado "The Herbal", já não existe, mas diz a lenda que foi escrita pelo imperador chinês Shen Nung.

Adaptado de Livescience

2 comentários:

  1. Pesquisa errada, ninguem nunca morreu por utilizar maconha

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  2. Galera 4:20 vai defender o uso, o restante vai criticar... como sempre.
    Por mim que fumem até morrer, mas bem longe de mim.

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