Insetos, alimentos, tecidos, poeira. São muitas as causas de alergias – um quadro clínico que nada mais é do que uma resposta do sistema imunológico à presença de uma substância estranha ao organismo ou à hipersensibilidade causada por um estímulo externo. Sua explicação é simples, mas seus sintomas geralmente são bastante incômodos – ainda mais quando se tratam de casos raríssimos na ciência.

Confira 5 casos de alergias que não só são incomuns como também dão muita dor de cabeça (às vezes, literal) para quem sofre com elas.

1 - Alergia à água

Basta o contato da pele com a água para que uma reação alérgica apareça – e os efeitos podem demorar até duas horas para desaparecer. Diferente de outros tipos de urticária, causadas pela liberação de histamina, a urticária aquagênica é geralmente provocada por uma rara hipersensibilidade às substâncias presentes na água não-destilada, como o cloro. A doença rara não causa inconvenientes só no momento de se banhar: suor, lágrimas e até mesmo a ingestão de um pouco d’água para aliviar a sede são grandes desafios para quem sofre da doença que ainda não possui cura.

2 - Alergia ao próprio filho

A alergia um tanto inusitada atinge principalmente as mães de primeira viagem. Foi o caso da britânica Dayle Byrom, que durante a 20ª semana de gestação sofreu com os sintomas do que os médicos chamam de Erupção Polimorfa da Gravidez (EPG). Apesar de não afetar o bebê, a alergia causa grande desconforto na mãe, incluindo extrema coceira e vermelhidão. Não há consenso no que diz respeito à causa exata do quadro – estudos conduzidos pela Dra. Samantha Vaughan-Jones, da British Association of Dermatologists, indicam que há mais casos entre mães carregando filhos do sexo masculino, o que levanta a possibilidade da alergia ser resultado de uma reação à testosterona gerada pelo feto, embora não haja ainda confirmação científica. A boa notícia é que a dermatose é curada após o nascimento e não costuma se repetir nas gestações seguintes.

3 - Alergia ao frio

Se você sempre achou a expressão “morrendo de frio” um tanto exagerada, saiba que ela pode ter uma interpretação literal. Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia,  a exposição ao frio intenso pode causar urticárias graves em jovens adultos acometidos pela doença, que tem incidência estimada em 0,05% da população. Geralmente motivada pelo contato com ar, líquidos ou objetos frios, a alergia à temperatura baixa pode causar urticárias generalizadas, dores de cabeça, hipotensão e até perda de consciência. O risco de morte aumenta em casos de mergulhos em águas geladas ou pelo consumo de bebidas ou comidas geladas, que podem causar o inchaço da laringe e, consequentemente, provocar a sufocação. A boa notícia é que em 50% dos pacientes a doença sofre remissão em até cinco anos.

4 - Alergia a exercícios físicos

Um aviso aos preguiçosos de plantão: você não ia querer ter alergia a exercícios físicos só para poder continuar sentado no sofá. A alergia, associada a 17% dos casos de urticária crônica auto-imune segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia, possui um quadro clínico pouco agradável: além de coceira intensa, sensação de calor, ruborização, urticária gigante, inchaços, tonteira, vômitos, cólica e diarreia, em casos extremos pode levar até à morte. Podendo ser desencadeada pela ingestão de alimentos e remédios, o ideal é fazer um acompanhamento médico em caso da manifestação de sintomas da alergia.

5 - Alergia ao sol

Não adianta apenas usar filtro solar. A doença, também chamada de erupção cutânea fotoalérgica, fotoalergia ou fotodermatose, é causada por uma reação do sistema imunológico desencadeada pela exposição ao sol. Suas causas podem ser várias – acumulação na pele de substâncias tóxicas depois da incidência solar, sensibilidade causada por medicamentos ingeridos ou fatores hereditários.

Adaptado de Super

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