Muitos desses fatos aleatórios surgiram de suposições, crenças equivocadas ou até mesmo pela internet, uma fonte sem fim de propagação de mitos. Confira abaixo quais são eles.

1 - Morcegos são cegos

Quem nunca ouviu dizer que os morcegos são cegos e se orientam pelo som? Pois é. Mas isso não passa de mais um mito do mundo animal. A verdade é que as mais de mil espécies existentes de morcegos enxergam bem. Mas é importante ressaltar que sua visão não é tão boa assim se comparada com outros animais de caça com hábitos noturnos.

Os morcegos se dividem em dois grupos que possuem um ancestral comum. Os Megachiroptera têm tamanho médio e grande, se alimentam de frutas e pequenos animais e usam a visão e a audição para conseguir alimentos. Já os Microchiroptera – que somam cerca de 70% de todos os morcegos – são pequenos, consomem insetos e utilizam ecos para se locomover e identificar a comida.

Acreditava-se até então que as espécies pequenas de morcego não possuíam cones em seus olhos, que são as células responsáveis pela visão diurna nos mamíferos. Recentemente, cientistas comprovaram que esses animais, mesmo tendo uma visão fraca, podem enxergar normalmente durante o dia. Isso significa que não existe nenhum morcego naturalmente cego, mas sim espécies com audição aguçada e que acabam usando mais esse sentido do que os outros, o que não significa que seus olhos não funcionem adequadamente.

2 - As avestruzes enfiam a cabeça na areia

Só porque você viu isso nos desenhos animados não significa que seja verdade. Mais uma vez, tente olhar para isso do ponto de vista da ave. Vamos dizer que você seja uma avestruz. Você é a maior ave do mundo e têm garras afiadas na extremidade de seus pés.

Você é basicamente como um descendente do velociraptor e não pode encontrar maneira melhor de se defender do que enfiar a cabeça na terra (ou areia) e esperar que o problema desapareça? Isso não acontece.

Quando em perigo, as avestruzes ou fogem ou lutam, dependendo do oponente. Ambas as opções são perfeitamente viáveis ??para o imenso pássaro. As avestruzes são até conhecidas por derrubar leões com um chute bem colocado.

3 - O vermelho faz os touros atacarem

Na verdade, os touros que são colocados em arenas ou em ruas lotadas de malucos (como se vê em alguns festivais na Espanha) não atacam exatamente por enxergar a cor vermelha. Eles simplesmente atacam por outro tipo de estímulo: o barulho, o movimento de muitas pessoas ou por se sentir acuado.

Você poderia mostrar uma bandeira de qualquer cor para um touro nessa situação e ele continuaria reagindo ao movimento e ao barulho, não à cor.  Quando um touro é colocado dentro de uma arena, ele se encontra em um ambiente hostil cheio de pessoas gritando, então é claro que ele vai para o ataque.

4 - Cada ano de vida de um cachorro equivale a sete anos de um humano

Calcular a idade de um cachorro não é tão simples quanto multiplicar seus anos de vida por sete. Essa regrinha matemática usada para determinar o tempo de vida canino foi derivada da relação de que a vida de um cão é 1/17 da vida de um humano. No entanto, determinar a idade exata de um animal é um processo mais complexo, em que é preciso levar em consideração fatores como o peso, a raça e as condições de saúde do bichinho.

Para exemplificar, é possível pensar na divisão dos cães em quatro grupos: pequeno porte (até 9 quilos), médio porte (9,5 a 22,5 quilos), grande porte (23 a 40 quilos) e porte gigante (acima de 41 quilos). Cachorros de grande porte já são considerados idosos com cinco anos, enquanto os cães pequenos são considerados velhos quando alcançam a marca dos 10 anos.

Em geral, podemos considerar que, após os dois primeiros anos, cada ano adicional vivido por um cão de pequeno e médio porte corresponderá a cerca de cinco anos humanos. Já em cachorros grandes e gigantes, cada ano de vida equivale entre seis e sete anos humanos. Para entendermos melhor, isso significa que, aos 10 anos, um dog-alemão pode ser considerado um cão de 70 anos, enquanto um pug teria uma idade equivalente a apenas 64 anos.

5 - Quando pegamos um filhote de pássaro, os pais sentem o cheiro e o rejeitam

Todo mundo que já quis tocar em um filhote de passarinho ouviu a mesma história: não podemos encostar nos animaizinhos porque depois os pais sentem o cheiro das nossas mãos e rejeitam o filhote. Mas você sabia que isso não passa de mais um mito do mundo animal?

Na verdade, o olfato dos pássaros é pouco eficiente, então, na maior parte dos casos, eles não vão chegar a notar que um humano tocou nos filhotes. Ainda, grande parte das espécies de pássaros demora a abandonar seu ninho mesmo quando ameaçada, preferindo tentar defender seus filhotes.

Às vezes, os pais podem se afastar do ninho apenas para observar se a ameaça volta a rondar. Mas esse comportamento é estimulado pela visão e não pelo olfato. Se eles realmente sentirem algum odor diferente, ficarão somente mais atentos com os arredores.

Acredita-se que esse mito tenha sido criado por pais que queriam evitar que seus filhos mexessem nos ninhos, tanto pelo bem dos filhotes quanto para evitar que as crianças fossem atacadas pelas aves.

Adaptado de Megacurioso

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