Todo mundo sabe que os lendários guerreiros ninja costumavam lutar equipados com acessórios como os shuriken (aquelas populares estrelas), o kunai (pequena lâmina que costumava ser arremessada contra os inimigos), a fukiya (ou zarabatana), o ninja-to (espada de lâmina e reta e um só fio) e o jitte (pequena arma de aspecto inofensivo usada em golpes defensivos).

Entretanto, os ninjas faziam uso de vários outros apetrechos que são menos conhecidos do que esses que mencionamos acima. J. D. Louie do site ListVerse reuniu algumas dessas ferramentas. Confira:

1 - Aquecedores portáteis

No Japão, como você deve saber, faz um frio danado no inverno. Então imagine como os coitados dos ninjas não deviam sofrer usando apenas aquelas roupinhas deles, sem a proteção de um casaco quentinho. Para contornar essa situação, Louie disse que os guerreiros usavam aquecedores cilíndricos feitos de bambu, cobre ou ferro que eram preenchidos com materiais inflamáveis.

Esses tubos eram chamados de donohi e eram muito úteis para evitar que os ninjas sofressem congelamento nas mãos — suas principais ferramentas de trabalho! Os cilindros também podiam ser convertidos em armas, podendo ser empregados para iniciar incêndios, assim como servir para aquecer alimentos.

2 - Grilos

Apesar de os ninjas serem famosos por sua habilidade de se aproximar dos inimigos silenciosamente e sem serem descobertos, nem sempre essa era uma tarefa fácil, principalmente quando eles precisavam caminhar sobre a neve ou passar por áreas com muita vegetação. Para ajudar a encobrir possíveis ruídos que delatassem sua posição, os guerreiros às vezes levavam uma porção de grilos que eram soltos antes dos ataques. Cri-cri...

O “cricrilar” é um som bastante comum e que não costumava levantar suspeitas. Além disso, os animais costumam ficar mais em silêncio na presença de humanos ou quando são perturbados. E os ninjas inclusive tinham um truque para contornar essa situação: eles contavam com uma mistura de compostos químicos que motivava os grilos a produzir seus característicos ruídos quando necessário.

3 - Amplificador sonoro

Uma das funções dos ninjas era atuar como espiões, e isso incluía ter que obter informações ouvindo conversas comprometedoras sorrateiramente. E, para ajudar nessa tarefa, os guerreiros desenvolveram uma ferramenta chamada saoto hikigane, que consistia em um cone com formato cônico feito de madeira ou chifre de animal e, algumas vezes, até de metal.

Segundo Louie, as dimensões do saoto hikigane podiam variar, e alguns eram mais facilmente escondidos do que outros. E, como você já deve ter imaginado, a extremidade mais larga desse aparato era posicionada sobre uma superfície — como paredes ou portas — e a mais estreita próximo ao ouvido, e o som era amplificado através do cone.

4 - Olhos de gato

Calma... os ninjas não andavam por aí com um par de olhos arrancados da cabecinha de algum gato! Na verdade, esses guerreiros desenvolveram uma forma alternativa de determinar o tempo observando os olhos desses animais — afinal, estar por dentro das horas e poder sincronizar ataques são ações imprescindíveis para o sucesso de uma missão, e antigamente não existiam cronômetros.

O nome dessa arte era nekome-jutsu, e consistia em avaliar as pupilas dos gatos que, conforme explicou Louie, são extremamente sensíveis à variação da luz. Assim, na parte da manhã, as pupilas dos felinos costumam apresentar um formato mais ovalado, e ao meio-dia elas se tornam mais estreitas para bloquear a entrada da luz, voltando a ficar dilatadas gradualmente ao longo do dia.

E, com base nesse conhecimento, os ninjas eram capazes de determinar as horas com certa precisão. Só não se sabe muito bem como é que eles faziam para carregar os “gatos-relógios” durante as missões.

5 - Grãos de arroz

De acordo com Louie, os ninjas transformaram algo tão simples como grãos de arroz em uma ferramenta de transmissão de mensagens secretas. Eles batizaram a técnica de goshiki-mai, e ela consistia no uso de grãos pintados em azul, amarelo, vermelho, roxo ou preto, que eram deixados em locais banais, para que membros do mesmo clã os encontrassem e decodificassem as mensagens.

O método era baseado em determinadas combinações de cores ou número de grãos deixados, e, por se tratar de algo tão comum, o arroz passava despercebido por quem não tinha os olhos treinados para entender os códigos. Além disso, conforme explicou Louie, as cores serviam para evitar que pássaros confundissem os grãos por sementes e os comessem por engano.

Adaptado de ListVerse

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