A seguir, você confere uma lista com 5 formas possíveis de se morrer no espaço.

1 - Asfixia

Caso um astronauta acabe solto durante uma caminhada no espaço, sua vestimenta (a Unidade de Mobilidade Extraveicular, também conhecida por EMU) continuará fornecendo oxigênio e removendo dióxido de carbono durante oito horas e meia. Porém, caso o apetrecho falhe ou o indivíduo seja submetido à falta de ar e ao vácuo livre de pressão atmosférica, sem o sistema protetor ele perde a consciência em apenas 15 segundos.

Em 1971, três exploradores soviéticos estavam cerca de 167 quilômetros acima da Terra, quando uma das válvulas de seus suportes de vida rompeu, fazendo assim com eles fossem os primeiros humanos a terem uma exposição direta com o vácuo sideral.

Quando a cápsula, guiada por um sistema de piloto automático, pousou, a equipe de resgate encontrou os tripulantes sentados e mortos, com marcas negras no rosto e sangue vazando dos orifícios nasais e dos ouvidos.

2 - Despressurização

Sem a pressão atmosférica para balancear as coisas, o cosmonauta que tentar respirar no espaço acaba expandido seus pulmões e rasgando os delicados tecidos responsáveis pela troca dos gases no órgão. Ao mesmo tempo, a água presente nos tecidos moles do corpo da pessoa evapora, fazendo com que ele inche de maneira grotesca, ainda que a pele forneça resistência o bastante para evitar que ele exploda.

Para tornar a morte ainda mais pavorosa, uma série de bolhas se formariam nas veias do astronauta, bloqueando o fluxo de sangue e fazendo com que o estômago, o intestino e a bexiga esvaziem seus conteúdos instantaneamente. Por mais maldoso que pareça, já foram feitos estudos com cachorros submetidos em situações próximas ao vácuo.

Como se o fatality não fosse o bastante, também pode acontecer de o indivíduo sofrer um embolismo, uma condição que faz com que o ponto de ebulição dos fluídos corpóreos caia para uma temperatura mais baixa do que a do resto corpo, matando o astronauta com a saliva fervente na boca.

3 - Queimadura solar

Por padrão, o sol emite energia em uma grande variedade de ondas, inclusive em radiação ultravioleta que não podemos ver ou sentir. Os raios UV não são de todo ruim, uma vez que eles geram vitamina D no corpo. Todavia, se você ficar muito tempo exposto a eles, é bem provável que tenha queimaduras e doenças, tais como câncer de pele, catarata e supressão do sistema imunológico.

Se essas coisas acontecem normalmente com a gente aqui na Terra, imagina o que faria com um astronauta no espaço! Enquanto ele estiver usando a EMU, ele estará protegido. Até mesmo o visor do capacete, a única parte transparente da roupa, possui diversas camadas para filtrar a radiação.

4 - Problemas nos ossos e gastura

Embora o esqueleto pareça duro e firme, os ossos são tecidos vivos em que as células chamadas osteoclastos acabam se partindo quando estão velhas e soltando cálcio na corrente sanguínea. Enquanto os osteoblatos fornecem novos minerais para a formação de novas estruturas.

Na Terra, esses dois processos agem juntos em uma pessoa saudável, fazendo assim com que o tecido seja destruído e construído na mesma proporção. Com o envelhecimento, a balança fica desregulada e os ossos mais fracos, acarretando assim na doença chamada osteoporose.

Infelizmente, uma estadia prolongada na microgravidade causa algo semelhante ao envelhecimento. A reação pode deixar os ossos de um astronauta tão fracos que, ao retornar para a Terra, eles talvez não suportem mais o próprio corpo da pessoa.

5 - Ser atingindo por um lixo espacial

Parece coisa de cinema, mas o lixo espacial existe e está bem acima de nossas cabeças. Em 2012, seis cosmonautas a bordo da Estação Espacial Internacional tiveram que se refugiar dos entulhos de um antigo satélite russo.

Atualmente, a NASA está rastreando 500 mil escombros que viajam em torno da Terra em uma velocidade de 28.164 kph. Ainda que não sejam grandes, basta uma pequena amostra para nocautear um piloto ou demolir uma estação espacial.

Adaptado de HowStuffWorks

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