Todo colecionador que se preze tem os olhos treinados e sabe que uma ida à padaria pode ser também o momento fatídico escolhido pelo destino para que aquele item que falta à coleção apareça. Pode ser uma carta de baralho, uma revista antiga ou um vinil raro. Pode ser um item encontrado em sebo, brechó, loja de antiguidades ou mesmo em uma livraria comum. Pode ser uma embalagem de chiclete ou uma miniatura qualquer, feita de gesso ou lata.

A seguir, conheça a história de alguns colecionadores malucos que dedicam boa parte de seu tempo a procurar itens raros ou diferentes para suas coleções:

1 - Apontadores de lápis

É bem provável que a sua infância tenha sido marcada pela presença de materiais escolares divertidinhos, como borrachas com cheirinho, estojos bizarros e apontadores de lápis que mais pareciam brinquedos. Se você faz o perfil saudosista de plantão, iria ter um faniquito ao visitar o Museu do Apontador de Lápis de Paul A. Johnson.

O museu nada mais é do que a exibição da maior coleção de apontadores de lápis do mundo – acredita-se que o acervo tenha mais de 3.400 unidades, de todos os formatos, tamanhos, cores e materiais.

Paul A. Johnson, o colecionador que deu origem ao museu, morreu em 2011 e, desde então, o acervo foi organizado conforme as temáticas dos apontadores: personagens da Disney, natalinos, em formato de animais e assim por diante. O apontador mais velho da coleção é de 1906, para você ter ideia.

2 - Duendes de jardim

Já assistiu ao filme francês “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”? Uma das histórias do enredo é sobre um simpático duende de jardim que viaja pelo mundo e “envia fotos” a seu dono, como uma espécie de motivação.

O fato é que esses adornos encantaram a artista Ann Atkin, conhecida por sua obsessão por esses duendes simpáticos. Estima-se que ela tenha mais de 2 mil desses bonecos de jardim – alguns são em proporções humanas, inclusive.

3 - Cones sinalizadores

Houve uma época em que roubar cones era uma atitude meio hipster e se você está entre as pessoas cuja ambição de vida pode se resumir ao desejo incontrolável de ter um desses cones sinalizadores em casa, prepare-se para morrer de inveja de um cara chamado David Morgan.

De acordo com o Livro dos Recordes de 2000, Morgan tinha nada mais nada menos que 137 tipos diferentes de cones de trânsito. Um levantamento mais recente, feito em 2007, concluiu que o número da coleção de Morgan havia subido para 500. Desses itens, o mais antigo é um cone de 1956.

Até mesmo o trabalho de Morgan tem a ver com sua coleção: o cara trabalha apenas na maior fábrica de cones do mundo. Por enquanto, Morgan guarda os cones em uma garagem e de vez em quando coloca seus itens preciosos em exposição no jardim de casa.

4 - Coçadores de costas

Sabe aquelas mãozinhas de plástico que são vendidas como a solução para aquela coceira que de vez em quando todo mundo sente bem no meio das costas? Pois é. Tem gente que tem uma dessas mãozinhas em casa, mas há quem tenha bem mais do que isso.

O dermatologista Dr. Manfred S. Rothstein ostenta uma coleção grandiosa de 675 mãozinhas coçadoras conforme uma contagem feita em 2008. Entre mãozinhas de plástico, couro, vidro e até bambu, Rothstein reúne itens comprados em pelo menos 71 países.

A coleção de Rothstein ficou popular entre seus pacientes, que gostam quando precisam esperar um pouco mais antes de consulta, afinal a sala de espera do consultório de Dr. Rothstein tem algumas mãozinhas em exposição. Além do mais, alguns pacientes colaboram com a coleção do dermatologista e o presenteiam com mãozinhas diferentes que encontram em viagens a diversas partes do mundo.

5 - Sacos de vômito

Passar mal em aviões, trens, navios e afins não é novidade, e por isso algumas empresas ainda oferecem sacos para que seus passageiros não passem por situações realmente constrangedoras enquanto estiverem a bordo.

Até aí, tudo bem, mas você sabia que algumas pessoas colecionam esses sacos? Uma das justificativas para guardar esses saquinhos é o fato de que eles estão desaparecendo e as companhias aéreas mais populares já não oferecem o dito cujo a seus passageiros.

O holandês Niek Vermeulen, por exemplo, tem uma coleção de 6.290 sacos de vômito, que ele reuniu de 200 países diferentes – o cara está no Guinness Book por causa disso, inclusive.

Adaptado de Mother Nature Network

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