Hoje vamos falar a respeito de alguns casos de pessoas que decidiram fazer greve de fome. Tudo bem que esse pessoal não escolheu o método de protesto mais inovador do mundo, mas suas histórias são pra lá de curiosas. Confira:

1 - Para apoiar o time do coração

Charles Barkley, um famoso ex-jogador de basquete norte-americano, anunciou no final do ano passado que faria greve de fome até que o Los Angeles Lakers ganhasse um jogo. Isso porque o time começou a temporada bem mal, perdendo cinco partidas consecutivas — e marcando o pior desempenho da equipe em quase 60 anos.

Barkley, que não apresenta mais a mesma boa forma de antigamente, prometeu que apenas consumiria água com pimenta caiena e suco de limão até que o Lakers voltasse a ganhar — o que poderia ajudar como incentivo para o ex-jogador começasse um regiminho! De qualquer forma, a greve não durou muito, pois o time venceu um jogo apenas três dias após o anúncio de Barkley.

2 - Para poder estacionar onde quiser

Se a prefeitura da sua cidade resolvesse proibir o estacionamento de veículos em várias áreas da sua vizinhança, é possível que você ficasse contrariado e não achasse muita graça de não poder parar o carro na rua da sua casa. No entanto, Alex Nizzini, de Houston, nos EUA, decidiu fazer greve de fome para protestar — apesar de a proibição ter sido decretada há pelo menos uma década. Houston, temos um problema!

De acordo com o portal KHOU, a proibição de estacionar na área — mais precisamente, no bairro Upper Kirby — surgiu como forma de prevenir que estudantes parassem seus carros na região. No entanto, Alex acredita que tudo não passa de pura incompetência e corrupção do governo local e, por isso, ele se plantou diante da prefeitura com um cartaz que mostrava há quantos dias ele estava em greve e o peso que já havia perdido.

O protesto aconteceu em meados do ano passado, e até a publicação da notícia do pessoal do KHOU, Alex tinha passado pelo menos 10 dias sem comer — e perdido pouco mais de três quilos. E não sabemos se o manifestante conseguiu o que queria com a greve.

3 - Para conseguir uma cirurgia de redução de estômago

Jason Patterson, um neozelandês gordinho — ele pesa perto de 130 quilos —, resolveu fazer greve de fome para conseguir que o governo pague por uma cirurgia de redução de estômago. Pois é, caro leitor, é isso mesmo: greve de fome para perder peso!

Segundo Lee Moran do site New York Daily News, Jason precisa passar por uma cirurgia de hérnia — presumimos que de disco —, e a entidade responsável, a Accident Compensation Corporation, que administra e oferece indenização a pessoas que sofrem acidentes e danos pessoais no país, concordou em cobrir os custos do procedimento.

No entanto, para se submeter à operação, Jason tem que perder 50 quilos, e para isso ele quer que o governo também pague pela cirurgia de redução de estômago, mas a solicitação foi recusada.

De acordo com Jason, o ganho de peso ocorreu por acidente (aham), depois que ele começou a tomar os medicamentos para a hérnia. Já a o pessoal da entidade disse que ofereceu várias opções de tratamento para a obesidade — como suporte psicológico e nutricional — em vez da redução de estômago, mas não obtiveram resposta do gordinho. Até o momento da publicação da notícia do NY Daily News, Jason havia supostamente passado 5 dias sem comer.

4 - Para protestar contra e a favor da prostituição

Apesar de a prostituição ser uma atividade legalizada na Bolívia, a “cafetinagem” não é. Assim, quando a população da cidade de El Alto resolveu declarar guerra contra o bairro da luz vermelha e forçar o prefeito a fechar os bordéis e bares — sob a alegação de que esses estabelecimentos favoreciam a criminalidade e eram uma má influência —, armou-se a maior confusão.

Cerca de 500 prostitutas foram afetadas pela ação, gerando uma onda de protestos que incluíram cartazes escritos com sangue e marchas de mulheres nuas. Além disso, algumas participantes disseram que pretendiam se enterrar em caixões em terrenos que pertenciam à municipalidade, e um grupo resolveu iniciar uma greve de fome — e três participantes chegaram a ter os lábios costurados.

As mulheres reclamavam que com os locais fechados, elas seriam obrigadas a trabalhar nas ruas, o que as colocava em risco. Ao mesmo tempo, os donos dos bares e restaurantes interditados também entraram na onda da greve, pedindo que seus negócios fossem reabertos, assim como um grupo de estudantes, que parou de comer para exigir que os bordéis ficassem permanentemente fechados.

5 - Em nome dos estudantes

Em 2013, Neil Muscat, aluno do colégio Hershey High School de Derry, na Pensilvânia, enviou ao comitê estudantil do distrito uma carta na qual dizia que faria greve de fome até que suas exigências fossem atendidas. Entre as condições, Neil reivindicava que o comitê executivo fosse abolido, assim como o “Keystone Exam”, um teste aplicado a todos os estudantes de escolas públicas de ensino secundário da Pensilvânia — semelhante ao Enem.

De acordo com Monica Von Dobeneck do portal PennLive, Neil — que já havia ingressado na universidade quando resolveu fazer a greve — explicou que acreditava que o sistema educacional focava demais no desempenho dos alunos e que os submetia a testes demais, inibindo o aprendizado.

Neil ainda pedia que um novo comitê, composto por estudantes e professores, fosse formado, para que os alunos também tivessem participação na revisão e aprovação de propostas. Além disso, segundo o Neil, esse “comitê misto” deveria rever em conjunto novos métodos alternativos para qualificar os estudantes, e reestruturar a forma como os alunos eram avaliados. A greve começou em dezembro de 2013, e não sabemos se Neil morreu de fome.

Adaptado de Oddee

0 comentários:

Postar um comentário

 
Top