Ah, a chuva, aquele fenômeno natural que deixa você em casa bem acomodado, vendo um filme em um final de semana que você gostaria de estar fazendo muitas coisas chatas do tipo passear no parque, ir à praia, praticar algum esporte, etc... Bom, há quem goste e há quem não goste de um dia chuvoso, mas o fato é que muitas coisas interessantes cercam esse fenômeno.

1 - Nem todos os pingos de chuva atingem o solo

Na verdade, a maioria não chega ao chão, pelo menos não enquanto a chuva está acontecendo. Isso ocorre porque as gotas são impedidas de cair pelas próprias nuvens, as quais passam por um ciclo constante em que o ar quente é puxado para cima e o ar frio, mais denso, fica embaixo. Quando as gotas em cima ficam densas o suficiente e começam a descer, aquele ar mais gelado de baixo está se tornando mais quente, ocasionando uma corrente de ar ascendente e voltando para cima puxando os pingos e evitando que eles caiam.

O fato é que só vai chover mesmo quando esses pingos se tornarem mais densos que o ar ou quando essa corrente de ar ascendente se dissipar. Enquanto isso não acontece, a água vai acumulando e a nuvem se tornando cada vez mais carregada, o que determina como será a chuva, mais fina ou mais pesada, e até mesmo se vai se tornar granizo. Até que todo esse ciclo chuvoso termine, muitos pingos acabam ficando nas nuvens e não descem para nos “prestigiar”.

2 - Existem chuvas que não são de água

Sim, existem. Mas a alguns quilômetros de distância, em um “reino encantado” chamado planeta Vênus. As precipitações em Vênus são iguais às da Terra, pois os planetas têm tamanhos parecidos e ambos possuem gravidade. Entretanto, o segundo planeta do Sistema Solar é o mais quente de todos na órbita do Sol e sua atmosfera possui nuvens de outros elementos como mercúrio, hidrocarbonetos de cloreto férrico e ácido sulfúrico. Essas substâncias dão forma às chuvas mais ácidas de todo o Sistema Solar.

3 - Ficar parado ou correr? Eis a questão...

Dúvida quase tão cruel quanto à de “quem veio primeiro: o ovo ou a galinha”, saber se você se molha mais correndo ou ficando parado em uma chuva deixa muitos atordoados na hora de tentar se esquivar dos pingos. Pois bem, há uma demonstração e um cálculo interessante no vídeo a seguir que pode te ajudar mais (você pode ativar as legendas no menu ali embaixo, caso não entenda inglês).


Entendeu? Bem, basicamente o vídeo explica o que fazer para não se molhar muito quando estiver debaixo de chuva em duas situações diferentes. E a animação e toda a explicação podem ser resumidas em apenas uma recomendação: tente diminuir o máximo de chuva que cai sobre você, ou seja, corra até abrigo mais próximo!

4 - Você pode prever o tipo de chuva que vai cair

É só olhar para as nuvens que estão no céu. Isso mesmo, sem smartphones, sem apps e sem qualquer homem (ou mulher do tempo) dos telejornais. O site Mother Nature Works explica que há dois tipos de nuvens chuvosas mais comuns, o nimbo-estrato e o cúmulo-nimbo.

A nimbo-estrato é uma nuvem escura, cinza e que se move bem devagar. Se você estiver observando essa nuvem no céu neste momento, saiba que certamente vai haver chuva e ela vai ser contínua, provavelmente durante o dia todo. Já a cúmulo-nimbo é grande, geralmente se parece com uma torre ou montanha com a parte mais baixa bem escura. Ah amigo, se você avistar uma dessas, procure um abrigo forte. São essas nuvens que se formam quando vai cair granizo ou, até mesmo, formar tornados.

5 - Pingos de chuva não têm forma de lágrima!

Apesar de toda a informação televisiva, dos livros e de produções cinematográficas que você viu até hoje, acredite, os pingos de chuva tem formas diferentes das de uma pequena e singela lágrima. Quando se formam e até saírem das nuvens, as gotas têm formato esférico, mas quando caem, elas podem se chocar com outras gotas e, geralmente, assumem um formato oval, chapado, parecendo um “pão de hambúrguer”.

Adaptado de Mother Nature Network

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