A série “CSI – Investigação Criminal” aterrissou nas telinhas mundiais no ano 2000. De lá para cá, aprendemos muita coisa sobre a análise de assassinatos e a resolução de crimes inacreditáveis. E isso foi reforçado ainda mais com seus spin-offs, “CSI – Miami” e “CSI – NY”.

Mas será que eles são realistas? O investigador forense Paige Green desmistificou várias bobagens e nós selecionamos sete dessas mentiras que assimilamos como verdades ao longo de nossas vidas em frente aos seriados de televisão:

1 - Testes de DNA são rápidos

Mentira! Testes dessa natureza levam bastante tempo para serem conclusivos. Ainda que a tecnologia chamada RapidDNA promete resultados em até 90 minutos, a quantidade de exames que a polícia necessitaria fazer atrasaria um parecer final sobre o caso. Além disso, o RapidDNA ainda não é aprovado pelo FBI e nem é compatível com o seu banco de dados.

2 - Impressões digitais são facílimas de serem coletadas

Outra bobagem... Ainda que o recurso ajude a solucionar diversos crimes mundo afora, conseguir coletar uma digital perfeita é um trabalho bastante complicado. Você se lembra de quando foi cadastrar as suas ao fazer seu RG? Foi necessário todo um cuidado e um trabalho para elas não borrarem. Agora imagina um bandido que está com a adrenalina a mil segurando uma arma? Além da superfície não ser das melhores para as impressões digitais ficarem “impressas”, a probabilidade de elas saírem apenas parciais ou borradas é gigante.

3 - Sangue brilha na luz ultravioleta

Não, não, não, não! Isso é mais um recurso televisivo para facilitar os enredos das histórias contadas. Apesar disso, a luz ultravioleta pode ajudar a detectar diversos outros fluídos corporais na cena do crime: sêmen, urina, saliva e leite materno brilham sob a incidência de seus raios.

“Mas, e o luminol?”. Se você pensou nesse produto, mostra que está muito mais familiarizado que a maioria dos telespectadores: você é um assíduo investigador criminal de sofá! O luminol, de fato, faz o sangue brilhar com uma cor azulada, porém ele não é totalmente eficiente. É necessária uma escuridão quase total para isso acontecer – e o brilho dura apenas alguns segundos.

4 - Investigadores forenses são “celebridades”

Em muitas dessas séries, vemos os investigadores forenses como uma figura de autoridade. São os bambambam da polícia e chegam às cenas de crime para solucionar qualquer caso. Mas isso é pura lorota! A maioria desses profissionais sequer é habilitada a carregar armas, por exemplo. Normalmente eles são técnicos responsáveis por coletar e analisar as provas – tendo, por isso, um salário muito menor do que imaginamos e estando bem abaixo na cadeia hierárquica de um departamento policial.

5 - O trabalho forense é pouco burocrático

Os seriados focam os investigadores forenses com suas vidas corridas, trabalhos complexos e muitos mistérios. Porém, nenhum deles mostra a realidade: papel sobre papel, burocracia sobre burocracia e horas de investigação dentro do escritório. Toda prova coletada precisa ser selada, registrada, carimbada, avaliada e rotulada para ter algum valor. Isso requer horas e mais horas de trabalho extremamente burocrático.

Adaptado de Listverse

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