Estes são apenas alguns exemplos recentes de coisas comuns que causaram pânico moral em pais preocupados, políticos e grupos extremistas, ansiosos por colocar a culpa nos produtos da mídia. Mas estão longe de ser os primeiros. Se você não conhece a expressão, o pânico moral é observado quando algo aparentemente inocente é visto com olhos maliciosos. E as explicações são aquelas bizarrices que já estamos acostumados.

Confira outras cinco coisas ridículas que já foram motivo de pânico moral.

1 - Teletubbies

O show destinado a crianças pré-escolares, que fez tanto sucesso no Brasil, foi originalmente transmitido na Grã-Bretanha entre 1997 e 2001. Com quatro aliens antropomórficos que se parecem com crianças, a série era conhecida por seus temas coloridos, tanto em termos de Teletubbies quanto em seus cenários. No entanto, algumas pessoas tiveram problemas com Tinki Winky, o mais velho dos Teletubbies. Ele foi acusado de ser um modelo gay secreto só por ser roxo, carregar uma bolsa mágica e ter uma antena triangular. Pois é.

Este ponto de vista foi promovido principalmente pelo pastor americano e ativista anti-gay Jerry Falwell. Ele viu a cor roxa e a forma da antena como símbolos secretos do movimento do orgulho gay. A empresa por trás da produção do programa negou qualquer tipo de simbolismo oculto, salientando que cada Teletubby tem uma cor vívida diferente e que seria inútil inserir qualquer simbolismo sexual em um show destinado a crianças de 1 a 4 anos.

2 - Xadrez

Hoje em dia é comum ver as pessoas alegarem que os videogames fazem com que os jovens percam muito tempo, além de promover a violência. Mas você sabia que, há cerca de 150 anos atrás, as pessoas tinham as mesmas queixas sobre xadrez? Isto mesmo; naquela época, alguns críticos não só desacreditaram o jogo como anti-social e chato, como também ridicularizaram a noção de que o xadrez poderia ser considerado uma estratégia intelectual.

A Scientific American alertou contra o jogo, mencionando que ele nunca deveria ser jogado por aqueles em ocupações sedentárias que se envolvem em atividades mentais porque “esgota as energias intelectuais das pessoas”. Os maiores críticos apontavam que o xadrez poderia levar a tendências violentas, especialmente entre aqueles com comportamento obsessivo. O tema bélico do jogo era incomum na época. Além disso, o triunfo ou vergonha ligados a uma vitória ou derrota, respectivamente, significava que as pessoas provavelmente levava o jogo muito a sério.

3 - Fonógrafo

Muitas pessoas não ficaram nada felizes quando Edison inventou o fonógrafo. Mais uma vez, os jornais foram rápidos em criticar uma nova forma de mídia que poderia ser uma ameaça para a palavra escrita tradicional. O New York Times afirmou que o fonógrafo iria destruir toda a confiança entre homem e homem. Eles argumentaram que o medo constante de ser registrados faria com que as pessoas tivessem receio de dizer qualquer coisa, mesmo em suas próprias casas.

Músicos também estavam descontentes com o fonógrafo. John Philip Sousa, “O rei de Março”, foi um adversário notável. Ele chegou a afirmar que o fonógrafo levaria ao desaparecimento da música. Bom, ele estava errado.

4 - Máquinas de Pinball

A maioria de nós considera as máquinas de Pinball como um pouco de diversão inofensiva, mas o ex-prefeito de Nova York, Fiorello LaGuardia, pensava o contrário. Em 1942, ele via o pinball como um jogo que estava corrompendo a juventude da América. Além disto, ele afirmou que as máquinas de pinball foram criadas para controlar a multidão, como a maioria dos outros equipamentos da época. Ele chegou até a falar que pinball era a ferramenta do diabo. Em janeiro daquele ano, LaGuardia obteve êxito ao proibir o jogo em toda a cidade de Nova York.

Não demorou muito até que outras grandes cidades como Chicago e Los Angeles seguissem o exemplo de Nova York e adotassem o discurso de LaGuardia. A proibição durou até 1976. Durante este tempo, existiam casa de jogos ilegais.

5 - Dançar

Hoje em dia, não é incomum ver pessoas protestarem que as danças são sexuais demais, de forma a corromper nossa juventude. O Twerk e o funk podem ter sido os alvos mais recentes, mas o moralismo provocado por danças sensuais não é algo novo. Na verdade, tem sido assim há centenas de anos. Há alguns séculos atrás, as pessoas tinham dois problemas principais com a valsa. Primeiro: era muito pessoal, com toques demais. As pessoas geralmente usavam luvas, mas o corpo a corpo era demais para a Viena do século 18. Em segundo lugar, faltava-lhe a ordem e a graça da tradicional dança de salão.

Originalmente, a valsa era uma dança popular com as classes trabalhadores em todos os estados alemães do século 18, sendo uma das danças mais modernas do mundo. A indignação moral dos líderes religiosos não fez nada para diminuir sua popularidade. Pouco tempo depois, a valsa de Viena espalhou para outros lugares, onde ela provou ser mais controversa. Na Inglaterra, por exemplo, a dança foi acusada de ser própria para prostitutas e adúlteras, e não para as classes respeitáveis.

Fonte: Fatos Desconhecidos

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