As smart TVs evoluíram rapidamente e, hoje, já é possível encontrar alguns modelos com recursos que você provavelmente não imaginava que veria tão cedo. De sistemas mais elaborados a comandos por voz e gestos, as tecnologias de algumas das TVs disponíveis parecem coisa de filme de ficção. Separamos cinco dos recursos mais interessantes e explicamos como eles funcionam.

1 - Sistemas operacionais padronizados

Da mesma forma que acontecia com os smartphones de alguns anos atrás, as primeiras smart TVs ainda engatinhavam no sistema operacional. Boa parte dos aparelhos rodava plataformas desenvolvidas pelas próprias marcas, com interfaces diferentes e que mudavam a cada novo lançamento. A chance de um televisor receber atualizações ou mesmo novos aplicativos era praticamente nula, até porque as lojas de apps mal existiam.

O cenário começou a mudar em 2014, quando a LG colocou no mercado seus primeiros modelos de TV com webOS. O sistema foi o primeiro a ter uma interface bem adaptada às telas grandes. Assim começou a era de plataformas adaptadas para televisores. Basta ver que Android TV e Firefox OS, outras duas opções de softwares próprios para as TVs, vieram pouco tempo depois seguindo um conceito similar de design.

O que isso traz de vantagem? Primeiro, uma experiência de uso muito melhor. Nas interfaces dos três sistemas, é fácil encontrar os apps e as informações que você quer. E, depois, uma variedade maior de aplicativos: uma plataforma padronizada é muito mais interessante para os desenvolvedores.

No Brasil, há diversos modelos da LG que rodam o webOS. Um que merece destaque é o 49UF7700, vendido por pouco mais de 3 000 reais. Com o sistema Android TV, temos só uma smart TV da Sony, a Bravia XBR-55X855C, de 7 500 reais. E com Firefox OS, apenas a Panasonic TC-55CX640B, também vendida por 7 500 reais.

2 - Tela de ponto quântico

Telas normais são compostas basicamente por uma fonte de iluminação, um filtro de Bayer (para cores) e um painel LCD. Já os displays de ponto quântico têm, em sua composição, inúmeros nanocristais líquidos (chamados também de pontos quânticos). Esses elementos minúsculos conseguem gerar iluminação por conta própria e, de quebra, filtrar ondas de luz de comprimentos muito específicos, o que melhora a fidelidade da cor, do contraste e da reprodução de preto.

Ao menos nos smartphones, telas feitas com esse material também tendem a ser mais econômicas, já que dispensam uma fonte de iluminação tão forte quanto a usada em uma tela de LED tradicional. Além disso, por não terem uma lâmpada por trás, os displays também podem ser curvados sem maiores dificuldades. A Samsung utiliza tela de ponto quântico em seus modelos mais caros. No Brasil, as smart TVs da série SUHD - 55JS8500, 55JS9000, 75JS9500, entre outras - custam de 7 000 reais a mais de 29 000 reais.

3 - Telas OLED

Concorrentes das telas de ponto quântico, as OLEDs são relativamente comuns em smartphones, mas não tanto em televisores. Elas substituem os LEDs emissores de luz das TVs mais tradicionais por um composto orgânico que reage a impulsos elétricos e, assim, gera iluminação. A maior vantagem é que displays do tipo podem ser incrivelmente finos e ainda mais leves do que as televisões atuais. A tecnologia também garante um nível perfeito da cor preta, melhor ângulo de visão e contraste excepcional.

A LG é uma das poucas empresas que tem smart TV com telas desse tipo, que ainda não são fabricadas em larga escala. Isso acaba refletindo no preço. Os modelos 55EC9300 e 55EA9850, ambos com resolução full HD, têm preço sugerido de 10 000 reais, embora seja possível encontrar ambas por menos de 8 000 reais em algumas lojas.

4 - Games por streaming

Depois de Netflix e similares usarem o streaming para revolucionar a forma como você assiste a filmes e séries, a Gamefly é uma das empresas que querem fazer o mesmo com games. Com o serviço, o cliente pode aproveitar alguns jogos diretamente na TV, sem precisar de um videogame em casa. Os únicos requisitos para funcionar são um modelo e um controle compatíveis e uma conexão com internet de boa velocidade.

Lá fora, o Gamefly concorre com o PlayStation Now, entre outros serviços. Aqui no Brasil, no entanto, o serviço é o único a disponibilizar essa tecnologia, que faz os jogos rodarem em poderosos servidores próprios. O recurso está presente em aparelhos mais novos da Samsung, como os da série SUHD. Os preços dos modelos 55JS8500, 55JS9000 e 75JS9500 vão de 7 000 reais a mais de 29 000 reais.

5 - Comandos de voz e gestos

Controlar as TVs com comandos de voz ou por gestos era algo inimaginável há alguns anos. Hoje, porém, já existem diversos modelos que recebem instruções por meio de um microfone e mais alguns poucos que entendem sinais feitos para uma câmera. É possível fazer buscas na web, mudar de canal ou ajustar o volume do televisor com a voz e navegar pela internet e pela TV usando apenas movimentos da mão.

Todos os modelos dessa lista respondem a comandos de voz, mas apenas alguns da Samsung entendem gestos, por padrão ou pelo uso de uma câmera smart, vendida separadamente pela empresa. Nesse segundo grupo, estão os televisores UN48H6300AGXZD (encontrado por menos de 3 000 reais) e UN55H8000AGXZD (vendido por mais de 6 000 reais), ambos de resolução full HD.

Adaptado de Super

1 comentários:

  1. Tecnologia sempre evoluindo, mas muita coisa é marketing. Esse negocio de blu ray é besteira, assisto Dvd comum em uma Tv de 32" e a imagem é perfeita. O blu ray talvez faça mais diferença no audio.

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